A vez das pequenas e médias empresas
Lincoln Inoue
Consultor e Analista de Mercado
O Brasil nunca esteve tão bem cotado como agora, depois do advento do sub-prime Americano que culminou no crack nas Bolsas em setembro de 2008. Sim, o Brasil se tornou, em ritmo altamente acelerado, um país ótimo e saudável para o estrangeiro investir seu dinheiro. Basta olhar os índice médio de 12% a.a. no CDI e o spread internacional quando chega é de 1%, 2% ou no máximo 3% a.a.
As taxas pagas no Brasil são consideradas as maiores do mundo. Porém, não devemos esquecer que esta realidade é para quem é de fora do Brasil. Vamos considerar a nossa realidade, com as Altas Taxas de Juros praticadas no nosso dia-a-dia. Nesta ótica, nunca houve tanta oferta de crédito, tanta facilidade e oportunidades.
Do lado dos bancos
Os Bancos estão abarrotados de ativos e não encontram mercado para desovar com segurança dinheiro mais barato. Atualmente, o grande problema dos bancos nessa plataforma é decidir para quem dar esse crédito especial. Reclamam que faltam projetos viáveis que desperte o interesse das empresas em investirem. Existe carência de estudos sérios e tratativas especializadas que permitam a análise criteriosa dos Investimentos no Brasil.
Ambiente de investimentos
Há poucas empresas que fazem isso e normalmente são as empresas de Grande Porte, normalmente Multinacionais, deixando as Micro, Pequenas e Médias empresas órfãs de um expertise concentrado em política para novos investimentos.
Os Bancos Oficiais, tentam cumprir seu papel de fomento às micros e pequenas empresas porém, acabam se traindo quando trocam de papel de agencia de Crédito e Fomento para agente fiscalizador do fisco. É normal ouvir das micro e pequenas empresas não conseguir um Crédito BNDES por falta de CND
Federal. Mas isso já é um outro fórum que merece uma análise e considerações por parte do governo federal, mais precisamente relacionada à capacidade do empresário brasileiro em suportar altas taxas de juros e de impostos.
Será que se diminuíssemos esta carga não teríamos mais emprego, geração de riquezas e investimento no país? Aplausos com reserva às ações e diretrizes de nossas Instituições Financeiras, Bancos e Agencias de Fomento e do Banco Central. As iniciativas podem ser consideradas uma proteção frente a atual conjuntura instável do mercado Internacional. As medidas adotadas, de certa forma, garantem liquidez interna, manutenção do Risk Rating e Sharing nas operações interbancárias, minimizando possíveis “bolhas” de crescimento.
Para onde seguir
O exemplo do mundo deveria nos tornar mais cautelosos agora. Será? A realidade dos números nos apresenta balanços com elevada lucratividade dos bancos brasileiros. Esta constatação reflete um histórico de crescimento da Economia. As reservas nunca estiveram tão altas, e mais, temos a Copa do Mundo e as Olimpíadas para fazer.
Tendências
Mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos, as perspectivas de crescimento no Brasil estão aí, apresentadas nos noticiários econômicos e nos periódicos de economia e vivenciadas no rápido crescimento dos diversos setores do comércio, serviços e indústria. Temos que fazer chegar nas mãos do micro, pequeno e médio empresário o melhor crédito para capital de giro e investimentos. As oportunidades estão todas abertas e os Bancos estão em busca dessa parceria de valor. O Brasil tem quase tudo por fazer, faltam estradas, aeroportos, estádios, escolas, hospitais, telecomunicações, internet Banda Larga, etc… mas não falta motivação dos bons brasileiros, e do bom empreendedor para arrumar tudo isso. Os brasileiros são flexíveis, adaptativos e alegres e podemos aliar toda a nossa riqueza cultural e a nata hospitalidade com uma economia mais saudável e justa. A estrada é longa mas valerá a pena se acreditarmos sempre no Brasil para fazer um futuro melhor.













