10 maio 2011

Alianças e redes empresariais

Por Alexandra Caprioli
Presidente do CENIC

A movimentação de todos os setores da economia em parceria com os agentes governamentais em torno dos dois eventos globais: Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016) apresenta características peculiares, jamais vivenciadas em nosso país. Os desafios são reais e os gargalos devem ser superados de forma colaborativa com foco em três áreas estratégicas: energia, logística e capacitação.

Grandes Obras e tecnologias sustentáveis vão ditar os rumos dos negócios do futuro

Os representantes da iniciativa privada são ávidos por soluções rápidas tendo como foco as oportunidades de investimentos. As condições para obtenção de linhas de crédito internacionais para o setor produtivo já estão equacionadas com taxas de juros convidativas para investimentos de longo prazo.

Criação da Secretaria de Aviação Civil: solução para equacionar diálogo entre os setores  da economia
A era das parcerias em redeJá os técnicos governamentais buscam soluções para regular os setores com uma nova performance gerencial que abra espaço para as concessões privadas. A criação da Secretaria de Aviação Civil, por exemplo, parece ser a mais viável para equacionar o diálogo entre infraestrutura aeroportuária. Mas este assunto é somente a ponta de um imenso iceberg. As articulações neste campo se dão em nível nacional, principalmente quando o tema central é logística. As soluções neste campo nos remetem aos fluxos intermodais em escala continental envolvendo as conexões nas modalidades rodoviária, ferroviária, aérea, marítima e fluvial.

 

Vencendo gargalos
A vocação de Campinas no cenário nacional, na qualidade de hub logístico é incontestável, apresentando-se como solução para desatar gargalos no atendimento das demandas não só dos eventos globais, mas principalmente na sustentabilidade dos sistemas de logística de informações brasileiro.

Novo Desafio

Acesso às novas oportunidades ligadas à inovação

Frente a esta oportunidade surge um novo desafio: ampliar a capacidade de articulação dos setores empresariais, principalmente dos pequenos e médios agentes econômicos no posicionamento de suas competências tecnológicas. Esta competência ainda é incipiente. Os grandes players, por sua vez, já estão articulados na composição das alianças estratégicas. Mas as janelas de oportunidades também existem para os pequenos e médios por intermédio da formação e consolidação de novos aranjos produtivos e clusters. Este cenário é promissor na esteira do desenvolvimento econômico que se anuncia.

 

Cultura das alianças estratégicas

A cultura das alianças estratégicas ainda não está consolidada para os médios empresários. O grande ativo neste momento é a informação. Vale destacar que as linhas de crédito com foco na inovação, por exemplo, já estão desenhadas. O Centro de Negócios de Informação de Campinas, justamente por sua natureza de transversalidade e diálogo com todos os setores da economia, destaca este aspecto e coloca-se à disposição para liderar ações coordenadas neste sentido.

Momento de articulação em rede
Nosso compromisso é somar forças para superar desafios. Acreditamos no modelo de formação das redes de cooperação empresariais. As novas tecnologias da informação já estão disponíveis. Competências técnicas existem. Agora é o momento das articulações em rede.

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