Cidade aeroportuária: sonho p/ Campinas
Por Alexandra Capriolli
Presidente do CENIC Trade Point

Brasília prepara o terreno valendo-se do conceito de cidade aeroportuária para receber investimentos da Copa do Mundo e Olmpíadas
O sonho de transformar Campinas numa cidade aeroportuária sintetiza todas as vocações socioeconômicas e ambientais de uma metrópole “classe mundial”. Este conceito está relacionado a um plano estratégico de integração nacional que, por sua vez, se estabelece com o alinhamento com as demandas da América do Sul.
O aumento da capacidade aérea é apenas um dos elementos de um conjunto de fatores de uma cidade aeroportuária. Este conceito dá vida a um cenário de desenvolvimento consolidado a partir do entroncamento aéreo, rodoviário e ferroviário.
Mas além do fator geográfico que favorece o fortalecimento do hub logístico de Campinas, temos que destacar que o instrumento de cidade aeroportuária também diz respeito à vocação do complexo industrial. O desafio é justamente planejar o crescimento de forma qualitativa, compromissado com os valores da sustentabilidade.
Mapeamento e articulação com agentes econômicos são essenciais
Considerando que a missão do CENIC Trade Point é promover a cultura exportadora, a primeira proposta deste novo momento é justamente motivar o exercício da visão integrada. Este propósito encontra sinergia com o papel de agente articulador com os vários setores e segmentos econômicos locais. E somente com a promoção de fóruns de fomento dos segmentos produtivos em nível regional, será possível construir a Cidade Aeroportuária com a leitura de fortalecimento de uma Região Metropolitana de forma sinérgica, integrada e plena.
A boa notícia é que o mapeamento dos atores ligados à inovação já está em curso a partir do projeto que estamos tocando junto ao Ciatec. E o ponto de convergência do projeto é a articulação para a formação de redes de cooperação empresariais.
Estamos levando em consideração que os pilares centrais das decisões estratégicas dos maiores “players” mundiais estão relacionados à cultura da gestão da inovação para a sustentabilidade. E é com base nestes valores que iremos tecer a articulação dos setores acadêmicos, industriais, serviço, governamentais e não governamentais. Este é o caminho a seguir.











