04 julho 2011

Modelo de Negócios Inovadores

Clima descontraído das startups

Por Thiago Ganzarolli
engenheiro da Computação e entusiasta de empreendedorismo na Web

Criar um plano de negócios é uma tarefa que assusta muita gente. Principalmente para as startups de internet, muitas vezes com um clima bem descontraído e informal. Realmente, se prender demais a um business plan, ou perder tempo demais com ele antes de pôr a mão na massa pode ser uma perda de agilidade que estas empresas não podem aceitar.

Mas ajuda muito a nortear o negócio ter um. E antes dele, vem um outro artefato, mais fundamental ainda: o modelo de negócios, ou, em inglês, business model.
Ele nada mais é do que a forma que você lucra com seu negócio. Para uma padaria, é vender o seu pão a um preço que pague os gastos fixos e variáveis e ainda dê uma margem de lucro.

Mas em se tratando de inovação, tão importante quanto a inovação com base tecnológica é a inovação do business model. Tomemos compras coletivas como exemplo: a pouco mais de um ano atrás este mercado nem existia no Brasil. Hoje são milhares de sites e um mercado novo. Mas os sites pioneiros deste segmento criaram este mercado e criaram seu modelo (ou o importaram de fora, mas de qualquer maneira, foi novo pra web tupiniquim). Como se não bastasse, o business model é uma ferramenta que ajuda a comunicar a investidores, funcionários e parceiros como funciona seu negócio.

A estrutura de um Modelo de Negócios
Mas como estruturá-lo? Como evoluí-lo? Como deixá-lo conciso e claro, inclusive para terceiros que podem não ter grande familiaridade com o negócio (como investidores)?
É este problema que o livro Business Model Generation se propõe a resolver. Escrito de forma colaborativa por dezenas de empreendedores ao redor do mundo e publicado de forma independente, usando o próprio método do livro para lançá-lo, ele já se tornou um padrão entre os eventos de startups e entre os inovadores de plantão.

Business Model Generation: o livro para empreendedores

Ainda sem versão em português (mas segundo a @Aceleradora, com uma a caminho), toda a metodologia se resume a um quadro que sumariza o modelo de negócios, o business model canvas, reproduzido abaixo (disponível em pdf no seguinte endereço

Ele contém todos os aspectos fundamentais do negócio, como estrutura de custos, parceiros, proposta de valor, canais de distribuição, fontes de receita, etc…

A arte da síntese
A idéia é escrever apenas o essencial. A proposta é ser minimalista e descrever com o mínimo de palavras e conceitos como seu negócio funciona. O famoso: menos é mais. De forma análoga às metodologias ágeis de desenvolvimento de software (Scrum), a forma ótima de utilizar este canvas é impresso, em um formato grande, afixado à uma parede. Ao redor dele sua equipe fará um brainstorm, colando post-its a cada constatação e evoluindo o modelo de forma dinâmica e colaborativa. A todo momento o canvas estará visível para seus colaboradores, e a cada mudança de rumo (ou pivot, no jargão das startups) ele estará disponível para refinamento e alteração, sem burocracia.

Visão integrada e flexibilidade no planejamento

Nos próximos artigos continuaremos a analisar este método, descrevendo melhor cada item do canvas e dando exemplos de como empresas estabelecidas se enquadram neste modelo.

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Thiago Ganzarolli é engenheiro de computação formado pela Unicamp, entusiasta de empreendimentos na Web, e desenvolvedor de software no Apontador. Saiba mais sobre ele em http://about.me/tganzarolli (em inglês) ou siga-o no Twitter: @tganzarolli.

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