19 novembro 2011

Nova visão da Região do Conhecimento

Afinal, qual é o significado ou definição da palavra  H? Invasores de sistema, autores de crimes eletrônicos, ativistas da liberdade da expressão, piratas virtuais, nerds? Afinal, estamos falando de uma tribo com ideologia? O filósofo finlandês Pekka Himnen diz que os legítimos h lutam pela liberdade de expressão e pela socialização do conhecimento.

Para distinguir o bem e o mal surge o termo “C”, criminosos, que buscam senhas bancárias e dados sigilosos de empresas. Ou seja, os h possuem um álibi semântico para sinalizar que são do bem. Aí é possível ressaltar as características positivas: criatividade, inovação e apaixonados por desafios, dentre outras… Os h são inovadores. São bem vindos na Região do Conhecimento.

H: personagens de um mundo paralelo
Enfim, estamos falando de personagens de um mundo paralelo que tem poder e uma aura de estarem acima do mal e do bem. Seres reais com características peculiares. O ponto essencial é – gostam de desafios. São criativos? Se tem ou não uma causa clara, este não é o ponto essencial. São fanáticos por tecnologia. Transitam num mundo paralelo.

Alguns vivem em função de deixar uma marca pessoal somente para dizer de que são capazes de invadir sistemas. Buscam feitos simplesmente para serem reconhecidos pela comunidade. Com toda certeza também são portadores de um “ciber ego”. Surgem os estereótipos. Uns mais parecem ser do que realmente são. Decifrar o que pensam ou sabem é uma missão quase que impossível. Mas não é essa a intenção. Estamos no momento de co-criar. Dar novos sentidos e significados aos diálogos da Economia Criativa.

H Day: uma semente no CTI Renato Archer 

O Ministro das Ciências e Tecnologia Aluízio Mercadante quer dialogar com esta galera. Percebeu que os sistemas do ministério são vulneráveis. Sinalizou que quer criar o “H Day”, um dia em que os h. Este visão ecoou no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – CTI a ponto de motivar a formação de um grupo para pensar no assunto com o respaldo institucional. Silvio Spinella convidou a Associação Campineira de Imprensa (ACI) para compor parceria para dar forma a esta ideia. Um tema sociológico no ambiente da inovação. Interessante. Estamos nesta onda.

O desafio está lançando no ar. Como dialogar com seres cibernéticos movidos pelo desafio tecnológico, inspirados por ídolos das ficções científicas, com um certo gosto pela transgressão e que enxergam o sistema como careta?

Do outro lado do mundo o sistema capitalista está ruindo. Momento de fortes comoções sociais de combate à corrupção no Brasil. O Governo está sofrendo ataques cibernéticos jamais vistos. Chamar os h como aliados é algo inusitado. Parece ser um chamado de socorro para desvirar o mundo que está de ponta cabeça. As fronteiras do oficial e da contra cultura são tênues. Mas qual será o perfil deste evento? Mais um encontro de Nerds?

Cultura Digital e Região do Conhecimento
Já estamos pensando este tema. O certo é que o entendimento da Cultura Digital é um desafio paratodas as profissões. A avalanche de novos conceitos é evidente e tem tudo a ver com o mundo cibernético da Nova Web e da Nova Economia. Situar-se frente aos movimentos e entender a economia criativa, setor 2.5, crowdsoucing, realidade aumentada, vaca roxa, calda longa, empreendedorismo digital, dentre outros conceitos é um desafio até mesmo para a tribo dos h.

Na realidade estes seres existem num mundo paralelo de ficção de realidade aumentada. Pensar no H Days é uma transgressão da lógica cartesiana. Trata-se de uma inovação sociológica mapear o perfil psicológico. Sim, talvez o espectro da inovação seja o ambiente de encontro, o “camp fire”, aquela fogueira que acolhe várias tribos. Esta proposta talvez seja o fio da meada da construção da Região do Conhecimento.

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